Black Mirror: uma série de televisão que nos leva ao limite

Black Mirror é uma série diferente por estrutura e concepção.

¿De que vai esta série?

pauloMirpuri_BlackMirror

Black Mirror é uma reelaboración contemporânea britânica de The Twilight Zone com histórias que aproveitam o mal-estar colectivo de nosso mundo moderno.

A cada temporada (estamos na terça) divide-se em três capítulos a cada um com uma história e argumento totalmente diferente e sem nenhum tipo de união entre eles. Bom sim, existe um nexo entre a cada história: a intenção de provocar e retratar uma sociedade dormida e rendida à tecnologia.

Charlie Brooker é o criador desta miniserie que, sem dúvida, consegue o objectivo marcado: impactar ao espectador mostrando a influência que pode chegar a ter numa sociedade a cada vez menos crítica o uso incontrolado das novas tecnologias.

A mim, pessoalmente, Black Mirror me surpreendeu e sento que a cada capítulo mais que uns minutos de televisão (entre 45 e 60 minutos dura a cada capítulo) é como um puñetazo à cara. As histórias contadas são muito fortes e, sem dúvida, conseguem que o espectador se meta de cheio nela e fomenta o debate interno com um mesmo (o con quien se vea cada capítulo).

A modo de episódio, vou contar o argumento (olho, só o argumento sem nenhum spoiler) do primeiro capítulo que, sem dúvida, é um dos mais fortes das duas primeiras temporadas.

Um telefonema de telefone acorda ao premiê britânico: a princesa Susannahh, a integrante mais popular da Família Real, tem sido sequestrada.  Os sequestradores advertem num vídeo pendurado em Youtube que a princesa só será libertada se o premiê acede a manter relações sexuais numa emissão televisiva ao vivo com um porco.

O resto do capítulo mostra a reacção tanto do governo como dos cidadãos ante esta situação limite.

Dificilmente, uma história deste tipo pode deixar indiferente a ninguém. E aí precisamente reside o encanto de Black Mirror: faz-te pensar “¿que faria eu se estivesse aí?”.

Esta série não é apta para pessoas sensíveis mas se és dos que procura algo que lhe faça pensar ou uma série que rompa com todos os esquemas e preconceitos que possas ter, não o duvides, vais desfrutar muito a cada uma das histórias que se nos conta nesta distópica Black Mirror.

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